
O desafio não era só o de conquistar a medalha “Six Major’s” mas, também o de perseguir um objetivo pré-estabelecido, no meu caso era tentar correr todas as seis etapas sub 3h para comemorar o reinício de uma nova etapa da Vida, eu havia acabado de completar 50 anos.
Mesmo conseguindo apenas 50% do objetivo – avaliando bem sinto-me AGRADECIDO
mesmo tido sucesso somente nas três primeiras Major’s: Em 2016
Chicago 2h50’14 a mais veloz e RP.
…..
. Em abril de 2017 na Sra. Boston Marathon
estreei nessa maratona e conclui em 2h58’ até com certa tranquilidade no ritmo e com muita segurança. Na Alemanha em Berlin fiz A mais incrível chegada em setembro de 2018 com uma foto sensacional com cronômetro da prova marcando 2h59’59” e no tempo oficial 2h59’12 pois havia largado um pouco atrás.
daí em diante muitas coisas alteraram a rota do desejo das sub 3h.Mesmo em 2018/2019 ter realizado um excelente ciclo de treinamento no Brasil para tentar 2h45 sofri uma infeliz e séria lesão
ao realizar o último treino ao cair da
noite quando a visão não diferencia a sombra nos detalhes da calçadas Lisboa ao pisar numa pedra pontiaguda
causando uma dor lancinante no tendão do Aquiles
me obrigando a parar e mancar com o inchaço instantâneo.
Isso apenas cinco dias antes de largar na Maratona de
Tókio em 3 março 2019 que andei me arrastando em grande parte do trajeto num frio de 6 graus e finalizando e -2° quase todo na
chuva. Um verdadeiro suplício. Esse esforço resultou em quase todo ano de 2019 em tratamentos severos e pausa para recuperação no tendão e recomecei praticamente do zero no segundo trimestre de 2020. As surpresas continuaram quando em junho contrai
o “maledeto” Covid-19 que deixou-me muitíssimo fraco principalmente na musculatura e precisei de 90 dias para voltar a treinar 10km com mínimo de equilíbrio e quando
estava quase chegando num ritmo bom de treino para uma possível tentativa sub 3h em 3 de outubro em Londres
, recebo após um ótimo treino de 30km a infeliz
notícia do falecimento do Meu querido Paizão
Sr. Antônio ACA – que não pude velar diante dos poucos voos cheguei no Brasil 2 dias depois, abalado físico e emocional
derrotadíssimo já desistindo das Major’s já pagas, desanimado de tudo… quando encontrei um ANJO que me empurrou e disse: Volte AGORA… vá Amanhã para Lisboa e em seguida vá para a Maratona de Londres e ao menos conclua para estar nos 50 anos da Maratona de New York com a Six Major’s no peito em Homenagem ao seu PAI.
Sou primogênito de cinco irmãos estava repentinamente assustado, pior, sem treinar fiquei sufocado em zilhões de pensamentos e muitos problemas insolucionáveis sem os conselhos de meu PAIZÃO me vi num abismo, depressivo por não conseguir resolver nada sozinho… escutei o conselho desse dileto amigo
e parti no primeiro avião rumo a Lisboa faltando dois dias para o meu aniversário. Precisei Mudar de órbita e reforcei o objetivo de conquistar a SIX MAJOR’S e por causa da Pandemia Covid19
– precisava tomar uma vacina 14 dias antes de entrar no Reino Unido só que só poderia após 90 dias da minha última dose e a conta não batia porque tinha
vacinado 45 dias. Fui com o coração palpitando ao entrar na Inglaterra pois com a diferença de 45 dias as autoridades poderiam impedir a entrada em Londres. Graças
Graças ao Celestial deu tudo certo. O estresse FOI
tanto que só percebi que estava na Maratona no km 12…
A Covid-19 continuava atrapalhando diminuindo e alterando datas e voos. O presidente Biden avisou tardiamente quando liberação para entrar nos EUA e seria um dia após a largada em NYCITY forçando a quarentena no México diminuindo ainda mais as possibilidades de melhoria das marcas.
35 dias entre as datas de Londres Marathon dificultava a recuperação e as estadias obrigatórias de quarentena de 16 dias no México para enfim na semana seguinte finalizar na especial e histórica comemoração de 50 anos da NYCITY
Marathon. A dupla
felicidade porque eu corri na festa de 25 anos em 1994 e havia profetizado naquele longínquo dia que estaria nas bodas de ouro
que foi em 07 de novembro de 2021.
A Six Major’s
passou a significar uma vitória sobre muitas vicissitudes e aspectos imprescindíveis da vida e não só da superação física mas, principalmente emocional mediante as todas variantes e perrengues pós pandemia Covid-19.
Essa medalha materializa a luta
e a persistência em confiar na vida ao treinar e sentir o quanto significa “domar” cada pensamento sabotador e da importância de cada manhã de km vivido em cada passada em treinos ou competições noite ou dia, faça Chuva… faça Sol.
Hoje, quando na ação do CORRER
nesses meus 58 anos sinto que rejuvenesço quando meu corpo imagino como se ele fosse um
Trem Azul
o da na canção da Elis Regina seguindo em frente… atrás de novos horizontes
porque lá está o que precisamos …. Bons pensamentos … que como o
sol… Ilumina para mim e para você os melhores dias e caminhos… SIM… os que estão por vir… e os que virão sutilmente ou não como essa clara mensagem de Vida …de
Corrida Viva. Obrigado!
Vicent Sobrinho, jornalista e fotógrafo apaixonado por corridas de rua e desde sempre por contar as histórias desse esporte base. Tudo resumido em Corrida Viva! Instagram: @vicentssobrinho





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