África recebe Mundial de Revezamentos e começa a briga por vagas no Mundial de Atletismo de Pequim-2027

O Atletismo Brasil compete com suas equipes do 4×100 m masculino e do 4×400 m feminino e masculino, neste sábado e domingo (2 e 3/5), em Gaborone, capital de Botsuana; o SporTV mostra ao vivo

O Atletismo Brasil disputa o Campeonato Mundial de Revezamentos, sábado e domingo (2 e 3/5), em Gaborone, Botsuana. São 18 atletas (12 homens e 6 mulheres) e três equipes nacionais nas disputas do 4×100 m masculino e do 4×400 m feminino e masculino. A rodada de qualificação começa às 9:05 (horário de Brasília) deste sábado (2/5), com transmissão do SporTV. Todas as equipes do mundo estarão na briga pelas 12 vagas disponíveis para o Campeonato Mundial de Atletismo de Pequim-2027, na China. 

Botsuana sedia uma competição global da World Athletics em solo africano pela primeira vez, assim como foi o Mundial de Marcha Atlética de Brasília (DF), no dia 12 de abril, inédito na América do Sul. O presidente da WA Sebastian Coe disse, em Brasília e repetiu em Botsuana, que quer levar as competições mundiais do atletismo para todos os continentes. 

Esta será a oitava edição do Mundial de Revezamentos e o Brasil tem uma medalha de ouro ganha em Yokohama-2019, no Japão, com o revezamento 4×100 m (Rodrigo do Nascimento, Jorge Vides, Dereck Silva e Paulo André Camilo de Oliveira, com o tempo de 38.05).

Estarão em disputa na capital de Botsuana os revezamentos 4×100 m e o 4×400 m feminino, masculino e misto. Ao todos são seis provas e o Brasil compete em três.

Na primeira rodada de qualificação, sábado (2/5), avançam os dois primeiros colocados de cada série mais os dois melhores tempos para a final e o Mundial de Pequim-2027 (8 equipes). Os demais, farão a repescagem no domingo (3/5) em duas séries – os dois primeiros se qualificam para o Mundial de Pequim-2027 (4 equipes). No total, 12 países saem classificados para ir a China com os seus revezamentos.

Para o Atletismo Brasil, recomeçou o programa de preparação dos revezamentos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, uma parceria do Comitê Olímpico do Brasil (COB) com a CBAt, seguindo o modelo que levou o Brasil ao título mundial no Japão, em Yokohama-2019 no 4×100 m. “O importante é que o programa começou e a ideia é criar uma metodologia para que também atletas de categorias menores sejam trabalhados”, afirmou Carlos Alberto Cavalheiro, do COB, coordenador do programa de preparação dos revezamentos.

O grupo do 4×100 m em Botsuana tem três atletas que atuaram na conquista de 2019 Vitor Hugo Mourão, Jorge Vides e Paulo André Camilo de Oliveira, os velocistas sub-10 segundos Erik Cardoso (9.93, recordista brasileiro e sul-americano dos 100 m) e Felipe Bardi (9.96), mais Gabriel Garcia, ouro paralímpico como guia de Jerusa Geber em Paris-2024.

O Brasil está na série 3, raia 3, da qualificação (10:30, de Brasília), escalado com Gabriel, ⁠Felipe, ⁠Erick e ⁠Jorge vides. Paulo André e Vitor Hugo estão em tratamento intensivo por causa de lesões. O treinador Darci Ferreira comanda o grupo do 4×100 m.

No 4×400 m feminino (10:55), treinado por Pablo Ramon Domingos, o Brasil está na série 1, raia 2, escalado com Letícia Nonato, Julia Ribeiro, Jaíny Barreto e Maria Victoria de Sena. O grupo ainda tem Anny Caroline de Bassi e Erica Cavalheiro.

Vem de uma estreante em Mundial de Revezamentos uma grande motivação: Julia Ribeiro, de 20 anos, que melhorou seu recorde pessoal na semifinal (52.56) e na final (52.45) do Troféu Adhemar.  “O nosso revezamento está bem entrosado, a equipe se dá bem, a gente conversa. Tenho certeza que vai ser uma experiência muito boa e, quem sabe, a gente possa elevar o nível do 4×400 metros feminino”. 

O 4×400 m masculino, treinado por Sanderlei Parrela, tem uma grande expectativa de conseguir a vaga para o Mundial de Atletismo de Pequim. Há uma semana, Matheus Lima venceu os 400 m em 44.90 no Troféu Adhemar Ferreira da Silva, em Bragança Paulista. O cearense, de 22 anos, voltou a correr na casa dos 44 segundos após um ano (44.52 é o seu melhor resultado, de março de 2024). Semifinalista olímpico e mundial, Matheus bateu o recorde brasileiro e sul-americano em pista curta (45.71) em março e está otimista. “Os meninos estão correndo bem e o Sanderlei vai montar o melhor revezamento”, disse Matheus.

O Brasil estará na série 1, raia 5, na qualificação (11:30) e escalado com Vinícius Galeno, Lucas Villar, Tiago Lemes e Matheus Lima. Emerson do Nascimento, lesionado, não compete, e Lucas Carvalho pode atuar. 

ATLETISMO BRASIL NO MUNDIAL


Feminino
Anny Caroline de Bassi (EC Pinheiros-SP) – 4×400 m
Erica Geni Barbosa Cavalheiro (Instituto Foz-ICLI-PR) – 4×400 m
Jaíny Suelen dos Santos Barreto (IEMA-SP) 4×400 m
Julia Aparecida Rocha Ribeiro (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) – 4×400 m
Leticia Maria Nonato Lima (Praia Clube-CEMIG-Exército-Futel-MG) – 4×400 m
Maria Victoria Belo de Sena (Fundacte-SP) – 4×400 m


Masculino

Erik Felipe Barbosa Cardoso (SESI-SP) – 4×100 m
Felipe Bardi dos Santos (SESI-SP) – 4×100 m
Gabriel Aparecido dos Santos Garcia (EC Pinheiros-SP) – 4×100 m
Jorge Henrique da Costa Vides (EC Pinheiros-SP) – 4×100 m
Paulo André Camilo de Oliveira (CAES-ES) – 4×100 m
Vitor Hugo Silva Mourão dos Santos (EC Pinheiros-SP) – 4x100m
Emerson Vieira do Nascimento (ADEPOL-DF) – 4×400 m
Lucas da Silva Carvalho (EC Pinheiros-SP) – 4x100m – 4×400 m
Lucas Conceição Vilar (SESI-SP) – 4×400 m
Matheus Lima da Silva (EC Pinheiros-SP) – 4×400 m
Tiago Lemes da Silva (IABC/FMEBC-SC) – 4×400 m
Vinícius Moura Galeno (CASO-DF) – 4×400 m

As Loterias Caixa e a Caixa são patrocinadoras máster do Atletismo Brasil.

Wanderlei Oliveira

Técnico fundador do Clube Corpore, em 1982, e do Pão de Açúcar Club, em 1992. Desde 2000 é comentarista e blogueiro.

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Wanderlei Oliveira

 

Iniciou no atletismo em 1965. Já percorreu o equivalente à três voltas ao redor do planeta Terra. Técnico fundador do Clube Corpore, em 1982, e do Pão de Açúcar Club, em 1992. Desde 2000 é comentarista e blogueiro.

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