
(Gustavo Alves/CBAt)
Campeão mundial e medalhista olímpico “quebrou o gelo” e disputa a final da prova nesta sexta-feira (24/7); no salto com vara, Juliana de Menis Campos conquistou o 9º título brasileiro e fez seu melhor resultado saltando em provas no país
Assim que passou a linha de chegada da renovada pista do estádio Ícaro de Castro Mello, Alison dos Santos (Pinheiros-SP) anunciou: “Começou!”. O campeão mundial e medalhista olímpico dos 400 metros com barreiras estreou no 45º Troféu Brasil Interclubes Loterias Caixa de Atletismo 2026 na semifinal dos 400 metros rasos, nesta quinta-feira (23/7).
Piu se classificou à final com o melhor tempo da classificatória, 44.76, recorde da competição. Alison dos Santos superou a antiga marca de Sanderlei Parrela, 44.82, que durava havia 27 anos. A decisão dos 400 metros masculino será nesta sexta-feira (24/7), às 14:45. A competição, que vai até domingo (26/7), tem entrada gratuita, mediante retirada de ingressos no site Ticketsports.
“Começou! Foi a primeira prova, a primeira corrida, para quebrar o gelo. Foi uma marca boa, gostei da pista e do jeito que eu corri a prova, estou animado. Amanhã vamos para mais uma”, disse o atleta, que também vai correr sua especialidade, os 400 metros com barreiras.
Alison dos Santos não disputava o Troféu Brasil desde 2019. No ano passado, já dizia que iria organizar sua agenda – vive e treina nos Estados Unidos – para estar novamente na competição nacional. “Estar de novo no Troféu Brasil veio por causa da saudade, do estádio novo, de querer representar o Pinheiros e me divertir com os meus amigos. Essa saudade me ajudou muito a querer voltar”, disse o paulista de São Joaquim da Barra, que treina com Felipe de Siqueira.
A “reestreia” na competição já se mostrou especial para Alison. “Foi lindo, foi importante voltar a correr no Brasil e competir aqui com a rapaziada com quem eu cresci. Poder compartilhar a pista com quem está correndo e com quem está assistindo, porque a minha família está aqui, foi maravilhoso.”
Campeão mundial em Eugene-2022 e vice em Tóquio-2025, além de dono de dois bronzes olímpicos (Tóquio-2020 e Paris-2024), Alison nunca foi campeão de provas individuais do Troféu Brasil – ele tem dois ouros com o revezamento 4×400 metros do Pinheiros em 2018 e 2019. A falta de um título nacional tem sido motivo de brincadeiras entre os atletas. “Vamos mudar isso aí, cansei de ser a piada do grupo. Vamos conquistar esse título”, disse Piu, sempre bem humorado.
Juliana Campos conquista 9º título no salto com vara com melhor resultado no país

(Gustavo Alves/CBAt)
Juliana de Menis Campos (Praia Clube-Exército-CEMIG-Futel-MG) foi campeã do salto com vara no Troféu Brasil pela 9ª vez – ela estreou na competição em 2013, saltando no estádio Ícaro de Castro Mello. A atleta olímpica, de 29 anos, fez seu melhor resultado em competições realizadas no país, 4,66 metros, também sua melhor marca na temporada ao ar livre. Beatriz Chagas (Pinheiros-SP) foi prata com 4,25 m e Ayla Sakamoto (Instituto Foz-PR) garantiu o bronze com 4,15 m.
Juliana garantiu o título brasileiro já com a marca de 4,45 metros, mas se desafiou e subiu o sarrafo diretamente para 4,66 m. Depois de passar na terceira tentativa, buscou melhorar seu recorde pessoal. Colocou o sarrafo a 4,81 m, mas não conseguiu ultrapassá-lo.
“Eu estou muito feliz. Já era campeã com 4,45 m, mas decidi ser ousada e subi direto para 4,66 m enquanto eu ainda estava me sentindo bem fisicamente. Como quero chegar na casa dos 4,80 m, resolvi testar o meu PB”, disse Juliana. A saltadora tem como melhor resultado no ano os 4,70 m do Mundial Indoor de Kujawy Pomorze, na Polônia, em março. Seu recorde pessoal é 4,76 m, de julho de 2025, conquistado na Itália.
Desde o ano passado, Juliana mora em Pádua, na Itália, e passou a ser treinada por Marco Chiarello. Por isso, competir no Brasil tem sido cada vez mais especial. Para ter um bom resultado no Troféu Brasil, a saltadora trouxe suas varas da Europa, e aprovou o investimento.
“Neste ano eu tinha um objetivo maior, que era fazer um resultado melhor e me sentir confortável, saltando com as varas que eu conheço. Então eu fiz esse investimento de trazer as varas para aproveitar a oportunidade do estádio novo, de uma pista legal, com a torcida e a família. Cada vez está mais especial competir no Brasil, porque não está acontecendo tanto, então eu tenho que aproveitar. Valeu a pena!”.
Confira os resultados do Troféu Brasil
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