
Eu não conhecia a corrida de rua, não acompanhava provas e nem imaginava a popularidade da modalidade.
Até que um dia, no final de 2023, decidi sair de casa para fazer alguma coisa — a intenção era apenas caminhar. Mas, aos poucos, comecei a correr e, quando percebi, já estava gostando daquilo.
Passei a sair para correr antes do estágio, às vezes antes das aulas, ou até na própria USP – Universidade de São Paulo, entre uma aula e outra.
Quando comecei o estágio na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, em abril de 2024, de vez em quando assistia aos treinos de atletismo da arquibancada.
Sempre achei bonito de ver e pensava: “Queria que minha mãe tivesse me colocado nisso quando eu era mais nova”.
Um dia, na SEME – Secretaria Municipal de Esportes e Lazer da cidade de São Paulo, a professora Vanessa Oliveira — servidora pública da secretaria e supervisora do JOMI – Jogos Municipais da Pessoa Idosa de São Paulo — me chamou para assistir ao “Desafio do Galego“.
Ela falou:
— É o cara que corre pra trás.
Fiquei curiosa e fui assistir. Afinal, não é todo dia que a gente vê alguém correndo de costas — e rápido!
Foi nesse dia que conheci o mestre Wanderlei Oliveira. No dia seguinte, já estava participando dos seus treinos na pista de atletismo Adhemar Ferreira da Silva, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa. Foi a primeira vez que corri em uma pista de atletismo, e a sensação é completamente diferente — uma experiência única.
Agora, completando um mês de treino, no dia 4 de maio, participei da minha primeira prova de corrida de rua.
Dizem que a sensação é única, e é verdade: é um mix de emoções que nem dá para identificar todas.
Queria encarar como um treino, pois minha mente ainda interfere bastante — penso demais. Fisicamente, me senti muito bem. Com apenas um mês, os treinos me ajudaram a melhorar resistência, velocidade e cadência.
Para minha primeira corrida, conseguir manter um ritmo de 4’50 nos 5 km (24 minutos e 36 segundos) – foi incrível. E a maior honra de todas é ter como técnico o Wanderlei, que além de orientar nas pistas, ensina muito fora delas também.





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